Pirenópolis viveu neste fim de semana uma das edições mais simbólicas de sua história. As Cavalhadas, principal manifestação cultural da cidade goiana, encerraram no último domingo (26) sua edição bicentenária, marcada por arquibancadas lotadas, cortejos, cavalos ornamentados e forte participação popular.
Realizada dentro da Festa do Divino Espírito Santo, a celebração reuniu cerca de 60 mil pessoas entre os dias 24 e 26 de maio. Reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural Brasileiro, as Cavalhadas representam as batalhas simbólicas entre mouros e cristãos, inspiradas nas histórias medievais de Carlos Magno.
No campo, 24 cavaleiros divididos entre os exércitos cristão e mouro conduziram as encenações equestres. O espetáculo culmina na reconciliação entre os povos, um dos momentos mais emblemáticos da celebração. Outro símbolo da festa são os mascarados, conhecidos como Curucucús. Com roupas coloridas e comportamento irreverente, eles percorrem as ruas e o campo interagindo com o público.
Mais do que um evento cultural, as Cavalhadas movimentam a cidade ao longo do ano. Famílias participam da produção de bordados, figurinos e preparação dos cavalos. O impacto também se refletiu no turismo e na economia local, com hotéis, bares e comércio registrando intensa movimentação.
“Celebrar os 200 anos das Cavalhadas é celebrar a força do nosso povo e da nossa cultura”, afirmou o prefeito de Pirenópolis. A expectativa agora se volta para 2027, quando a cidade celebrará seus 300 anos.
Fé e tradição marcam a Festa do Divino
A Festa do Divino Espírito Santo, que abriga as Cavalhadas, é uma das mais antigas celebrações religiosas do Brasil. Em Pirenópolis, a festa combina procissões, missas e apresentações culturais que atraem visitantes de todo o país. A edição de 200 anos das Cavalhadas reforçou a importância de preservar essa herança cultural, transmitida entre gerações e mantida viva pela dedicação dos moradores.
