O Guangzhou FC, fundado em 1954 na cidade chinesa homônima, viveu uma trajetória de altos e baixos até seu desaparecimento. Conhecido como “Tigres do Sul da China”, o clube era uma representação do governo local e só se tornou profissional em 1993.

Por décadas, alternou entre a primeira e a segunda divisão. A situação piorou em fevereiro de 2010, quando foi rebaixado como punição por um esquema de manipulação de resultados descoberto em uma investigação do Ministério de Segurança Pública.

Nesse momento de crise, o clube foi colocado à venda e adquirido pelo grupo Evergrande por 100 milhões de yuans. A empresa, uma gigante do setor imobiliário, mudou o nome para Guangzhou Evergrande e iniciou pesados investimentos.

Sob o comando de Xu Jiayin, fundador da Evergrande, o clube passou a contratar grandes nomes. Ainda em 2010, na segunda divisão, reforçou o elenco com jogadores como Muriqui. O time foi campeão e retornou à elite no mesmo ano.

Nos anos seguintes, o projeto se intensificou. O Guangzhou contratou jogadores brasileiros de destaque, como Conca, Paulinho, Elkeson, Ricardo Goulart e Talisca. Também investiu em treinadores renomados, incluindo os campeões mundiais Marcello Lippi, Fabio Cannavaro e Luiz Felipe Scolari.

Os resultados em campo vieram. O clube conquistou oito títulos do Campeonato Chinês, sendo sete consecutivos entre 2011 e 2017, além de duas Ligas dos Campeões da AFC. Felipão, como é conhecido Scolari, se tornou o técnico mais vencedor da história do clube.

Em 2020, foi anunciado um projeto ambicioso: a construção de um estádio para 100 mil pessoas em formato de flor de lótus, com custo estimado em 12 bilhões de yuans. A arena estava prevista para 2022.

No entanto, o sucesso dependia da saúde financeira da Evergrande. A empresa cresceu de forma exponencial, mas se alavancou em uma série de empréstimos. Quando a crise do setor imobiliário chinês se agravou, a holding começou a acumular dívidas insustentáveis.

O colapso da Evergrande afetou diretamente o clube. Sem os aportes financeiros, o Guangzhou não conseguiu se manter. Em entrevista ao ge, Luiz Felipe Scolari comentou sobre o fim: “Quando a crise aconteceu na Evergrande, o clube foi muito impactado. Foi uma queda muito grande”.

O técnico também relembrou a passagem: “Fico bastante triste, mas foi uma época muito bem vivida. (…) O carinho do povo era espetacular”. A falência da empresa bilionária levou ao fechamento das portas do que já foi o maior time da China, encerrando uma era de glórias e investimentos milionários no futebol asiático.

Formado em Publicidade e Propaganda pela UFG, Nathan começou sua carreira como design freelancer e depois entrou em uma agência em Goiânia. Foi designer gráfico e um dos pensadores no uso de drones em filmagens no estado de Goiás. Hoje em dia, se dedica a dar consultorias para empresas que querem fortalecer seu marketing.