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OAB-SP repudia fala sobre Deolane e PCC

A Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) manifestou repúdio às declarações do procurador-geral de Justiça do estado, feitas em relação à prisão da influenciadora Deolane Bezerra. A fala do procurador, que mencionou a atuação de “advogados do PCC”, foi considerada pela OAB-SP como uma generalização que atinge toda a classe.

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Em nota oficial, a entidade afirmou que a declaração é inaceitável e que não se pode associar a advocacia a organizações criminosas sem provas concretas. A OAB-SP defende que a função do advogado é essencial para a administração da Justiça e que qualquer acusação desse tipo deve ser tratada com rigor, mas sem estigmatizar a profissão.

A Justiça de São Paulo negou, no mesmo dia, o pedido de liberdade de Deolane Bezerra, mantendo a influenciadora presa. A decisão foi tomada após análise do pedido de habeas corpus, que foi rejeitado pelos magistrados. Deolane foi presa em uma operação que investiga ligações com o crime organizado, mas a defesa nega as acusações.

O caso também gerou repercussão no Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa o impacto da decisão sobre a prisão de Deolane. Especialistas apontam que o caso pode estabelecer precedentes sobre os limites das prisões preventivas e a atuação de influenciadores digitais em possíveis esquemas ilícitos.

A OAB-SP reforçou que continuará acompanhando o caso e que tomará as medidas cabíveis para garantir que a honra e a ética da advocacia sejam preservadas. A entidade também cobra que as investigações sejam conduzidas com imparcialidade e que não haja pré-julgamento dos profissionais envolvidos.

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