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Onças-pardas reduzem em 76% colisões com cervos

Onças-pardas reduzem em 76% colisões com cervos

Um estudo americano publicado nesta quarta-feira (5) concluiu que a presença de onças-pardas reduz os acidentes entre cervos e veículos. Segundo os autores, a descoberta reforça os benefícios que esses predadores trazem para a sociedade.

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A redução do risco para as pessoas não acontece principalmente pelo controle da população de cervos por meio da caça. O fator decisivo é o medo que as onças-pardas provocam, fazendo com que os cervos evitem estradas e áreas habitadas. Eles também diminuem a atividade durante a noite.

A pesquisa, publicada na revista Current Biology, mostrou que na península Olympic, no estado de Washington (noroeste dos Estados Unidos), as colisões entre veículos e cervos caíram até 76% nas áreas com maior presença de onças-pardas.

Justin Suraci, principal autor do estudo, lamentou que essa contribuição não seja medida em termos econômicos, diferente das perdas causadas por ataques de lobos ao gado. “Se não atribuirmos um valor econômico a esses serviços, ou se não os explicarmos, eles não são reconhecidos”, disse à AFP o pesquisador da Conservation Science Partners, organização ambiental da Califórnia.

Os pesquisadores analisaram as montanhas Olympic, onde ainda há uma população relevante de onças-pardas. Na região leste do país, esses animais desapareceram por causa da caça e da destruição do habitat.

Primeiro, eles verificaram que nas áreas com mais onças-pardas, os cervos eram mais ativos durante o dia e em regiões selvagens, mas apareciam menos perto de estradas. Depois, cruzaram esses dados com os registros de trânsito e notaram uma queda expressiva nos acidentes com esses animais.

Suraci afirmou que ainda não é possível calcular quantas mortes, ferimentos e prejuízos econômicos os felinos evitaram. “Mas (esse número) seria substancialmente maior se todas as onças-pardas desaparecessem” da península, destacou.

Mark Elbroch, coautor do estudo, lembrou que mais de mil onças-pardas são abatidas todos os anos no oeste do país após ataques ao gado. “Esse tipo de pesquisa ajuda as pessoas a querer viver perto das onças-pardas”, afirmou.

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